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Influência de Lula na eleição estadual baiana é uma das maiores do país Na Bahia, estado que representa 7% do eleitorado nacional, 46% dos eleitores votariam com certeza em candidato apoiado por Lula e 23% disseram que não escolheriam um nome apoiado por Lula. Outros 25% afirmaram que talvez votassem no candidato de Lula. O apoio de Lula à reeleição do governador Jaques Wagner é conhecido por 57% dos baianos, contra 7% que dizem que Lula apoia Geddel Vieira Lima (PMDB). Em Pernambuco, que representa 4,6% do eleitorado nacional, 52% dos entrevistados afirmaram que com certeza votariam em um candidato apoiado pelo presidente, contra 26% que disseram que talvez votassem nesse candidato. Outros 15% afirmaram não votar em candidato de Lula ao governo. O apoio de Lula à reeleição do governador Eduardo Campos (PSB) foi citado por 52% dos entrevistados, índice inferior à intenção de voto no candidato, de 59%. Outros 3% disseram acreditar que Lula apoie o candidato de oposição Jarbas Vasconcelos (PMDB).
Geddel faz campanha em Juazeiro Um projeto de governo diferente dos adversários. Neste fim de semana, o candidato a governador pela coligação “A Bahia Tem Pressa”, Geddel Vieira Lima, esteve no município de Juazeiro onde participou da Festa do Colono. A Festa comemora a chegada de imigrantes do Sul do país, nos projetos de irrigação que impulsionaram a economia da região. Geddel esteve acompanhado pelos candidatos ao Senado César Borges (PR) e Edvaldo Brito (PTB) e por seu vice, Edmundo Pereira (PMDB). Salitre - Na ocasião, ele lembrou que quando esteve à frente do Ministério da Integração Nacional, reativou, em Juazeiro, as obras de implantação de Salitre, o maior projeto de irrigação no país e que estava emperrado há 20 anos. Em entrevista à imprensa, o candidato destacou que o seu programa de governo prevê para a região o fortalecimento da irrigação, além dos investimentos em esgotamento sanitário e a Hidrovia do São Francisco. “Esses são
os grandes desafios que temos na região para gerar emprego e renda
e melhorar a qualidade de vida das pessoas”, disse o peemedebista.
Paulo Souto pretende atrair novas indústrias O candidato ao governo do estado pela coligação “A Bahia Merece Mais” (DEM/PSDB), Paulo Souto, não poupa fôlego para levar a todo estado a sua proposta de “A Bahia Pra Valer”. Na manhã de ontem, se reuniu com lideranças políticas, empresariais e comunitárias, em Pintadas. No encontro, o ex-governador lembrou que, quando esteve à frente do governo, atraiu uma grande indústria de calçados para Ipirá. “Agora nossa intenção é procurar trazer para cidades como Pintadas novas fábricas que se integrem à unidade industrial já existente na região”, afirmou o candidato democrata. Em Pintadas, ao ouvir várias queixas de violência na área rural, Paulo Souto destacou o compromisso dele em combater a criminalidade que cresce descontroladamente em todo o estado. “Com o crime não se convive. O crime se combate e se derrota. Vamos restaurar a paz e a tranquilidade na Bahia”, assinalou o candidato democrata, que, durante a tarde, visitou ainda a Festa do Vaqueiro, em Riachão do Jacuípe, e, à noite, Cansanção, participando da festa do padroeiro da cidade. Marta Suplicy lidera disputa pelo Senado em SP
A
petista Marta Suplicy aparece em primeiro lugar na preferência do
eleitorado do Estado de São Paulo na corrida pelo Senado. Suplicy,
que Ciro (PTC) e Netinho de Paula (PCdoB) vêm em seguida com 19% e 15%. Moacir Franco (PSL) ocupa o sexto lugar na lista com 9% das intenções de voto, seguido por Ana Luiza (PSTU), com 5%, e Aloizio Nunes (PSDB), com 4%. Os votos brancos e nulos somaram 26% e 40% alegaram não saber em quem votar. A pesquisa Datafolha, encomendada pela Rede Globo e pelo jornal Folha de São Paulo, foi realizada entre os dias 20 e 23 de julho de 2010. Ela foi registrada sob o número 51059/2010 no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) no dia 16/07/2010. Foram ouvidas 2.040 pessoas. A margem técnica de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
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Guerra por apoio de prefeitos está declarada Arruda Faltando pouco mais de 60 dias, para a eleição deste ano as coligações intensificam a articulação em busca de apoio de lideranças municipais que possam favorecer seus candidatos tanto na sinergia do corpo a corpo nas cidades quanto nas urnas. Para os postulantes ao Palácio de Ondina, os suportes de prefeitos, vereadores e deputados são vistos como fundamental para a descentralização da campanha e uma eventual vitória no pleito. Neste contexto, pode-se dizer que a guerra, em especial, por apoio de prefeitos, está declarada. A interpretação é de que a liderança ser bem avaliada é fator mais importante que a mesma pertencer a alguma das legendas que integram a coligação. Mais que isto, os costureiros políticos não poupam esforços para desestabilizar os adversários. Diante disso, é comum ouvir que benesses futuras e passadas entram na pauta. O movimento de construção de alianças somado à permissividade das leis eleitorais pode provocar espanto em alguns cidadãos interessados em conjuntura, porém para aqueles que transitam no meio político as declarações como a da prefeita de Barreiras, Jusmari Oliveira (PR), já não impressionam mais. A gestora do município do oeste baiano recentemente revelou que seu voto é do governador Jaques Wagner (PT), contrariando decisão do seu partido, o PR, que vai caminhar ao lado do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB). Jusmari encabeça a lista de prefeitos tidos como "infiéis" aos seus partidos que estão sujeitos a sanções e processos internos que podem culminar em uma expulsão. “Fui a primeira política a ser processada por infidelidade partidária, mas eu digo que a chapa completa deve ser eleita com Wagner governador, Otto vice e Lídice e Pinheiro senadores”, disse no evento realizado pelos petistas no último dia 19, em Barreiras. Outros gestores municipais também revelaram preferência a candidatos de legendas rivais. Como o prefeito de Brumado, Eduardo Vasconcelos (PSDB), que apoia a reeleição de Wagner. Em Alagoinhas acontece o mesmo, o tucano Paulo César vai marchar com o atual governador. Os argumentos são os mais diversos. Perpassam pelo apadrinhamento político, indo até realização de parcerias para obras na cidade. Cientistas políticos
atestam tendência Contudo, os coordenadores das campanhas continuam concentrados na aritmética dos prefeitos. O prefeito de Camaçari e coordenador político da coligação “Pra Bahia seguir em frente”, Luiz Caetano (PT), garante que entre 160 e 170 prefeitos participaram dos quatro encontros promovidos pelo partido em distintas regiões do estado. Os “comícios” foram realizados em Barreiras, Eunápolis, Juazeiro e Salvador. “Damos muita importância aos prefeitos, pois eles são lideranças representativas nos municípios, e nós estamos fazendo uma campanha descentralizada e precisamos do apoio deles para darmos continuidade ao nosso projeto”, confirma Partidos preferem
manter sigilo Já nas contas do presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, deputado Marcelo Nilo, 88 prefeitos filiados a DEM, PSDB e PMDB apoiam o candidato petista. O presidente estadual do PMDB, respondeu a afirmação dizendo que não se preocupa com declarações de Nilo. Segundo ele, o presidente do legislativo baiano acredita que está em Minas Gerais, que tem 853 municípios. Vieira Lima destaca que o PMDB tem uma tradição municipalista, e que não por acaso são detentores do maior número de gestores de cidades baianas, 114. Estima-se que mais de 180 prefeitos estejam apoiando Geddel, dentro os quais, o prefeito petista de Paratinga, Marcel José Carneiro de Carvalho. Contudo, Lúcio assim como Caetano, não abriu a lista com os aliados. Os coordenadores de
campanha são unânimes quando o assunto é preservar
o nome do prefeito “amigo”. Se o aliado, infiel à legenda
de origem, não vir a publico dizer a quem apoia, dificilmente seu
nome será revelado pelos que fizeram o acordo. Para Dantas, até
ai não há problema algum, pois a estratégia perpassa
por este caminho. “O objetivo é unir o máximo ao meu
lado e minar o campo adversário. A atenção deve estar
voltada para o método como isto é feito”, ressalta. Penalidade - Apesar de os acordos entre prefeitos e candidatos não serem considerados ilegais, os gestores chamados de infiéis estão sujeitos a sanções da legenda traída. De acordo com o advogado especialista em direito eleitoral, Ademir Ismerim existe um recurso que pode ser utilizado pelos partidos para pressionar os infiéis. A legenda pode suspender a filiação deles, caso a duração da sanção chegue à eleição, o mesmo não poderá se candidatar e o caso será decidido na Justiça. Contudo, segundo o especialista, geralmente, a justiça não interfere em atos internos dos partidos. Outra punição que pode ser adotada é a expulsão do prefeito ou gestor, só que, neste caso, ele continuaria com o mandato e seguiria para a legenda que o abrigasse. O diretório estadual do PMDB baixou uma resolução com o objetivo de segurar os filiados na base aliada. “Os filiados, por meio de apuração perante a Comissão de Ética e Disciplina, ficarão sujeitos a medida disciplinar de expulsão, com o cancelamento da filiação, quando agirem de forma contrária a presente resolução, ao Estatuto ou ao programa do PMDB/BA”, determina o documento. Já os diretores estaduais do PT garantiram que não farão nada com os infiéis. De acordo com Caetano, a ideia é que nenhum prefeito petista deixe de apoiar Wagner. “Na época de Antonio Carlos Magalhães a coisa era tratada com o chicote na mão. Nós não agimos assim, somos republicanos”, garante. (lfl) |
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