| Pesquisa aponta vitória de Wagner no 1º turno
A pesquisa DataFolha, divulgada durante o fim de semana chamou a atenção para os índices de rejeição dos principais candidatos ao Palácio de Ondina. O ex-governador Paulo Souto (DEM) lidera o primeiro lugar na reprovação do eleitorado baiano. Segundo a pesquisa, 30% dos eleitores dizem não votar nele de jeito nenhum. O deputado federal
Geddel Vieira Lima (PMDB), ex-ministro da Integração Nacional
aparece na segunda colocação do ranking com 20% de rejeição.
Já o “Esta é a décima quinta pesquisa desde novembro que indica vitória no primeiro turno. Elas estão sempre na mesma linha de coerência nos números”, enfatizou, ponderando que a pesquisa não ganha eleição. Com uma postura “comedida”, o gestor petista lembrou o pleito de 2006, quando os institutos indicavam vitória de Souto e ele ganhou. O governador convidou a militância a encarar o desafio da campanha e apelou aos candidatos a deputado que disputem votos com argumentos, “mostrando que os projetos de Lula, da presidenciável Dilma (Rossueff - PT) e o dele são os mesmos”. O resultado, entretanto, animou os petistas, que classificaram os números como um reconhecimento ao trabalho do atual governo. “A pesquisa nos animou, estamos na frente com Dilma e Wagner, mas, melhor que pesquisa é mobilização, é disposição. É assim que se faz campanha, falando com amigos, com vizinhos, utilizando argumentos. Continuem lutando por uma Bahia melhor. Peçam votos. Isso é que é importante”, comentou o candidato ao Senado, Walter Pinheiro (PT). Já o candidato ao Governo da Bahia pelo Partido Democrata, Paulo Souto, considerou que “para quem está no governo o índice de votos apresentado por Wagner não é confortável”. Segundo ele, apesar da “avalanche publicitária”, o candidato petista ainda não tem uma aprovação significativa da população. “Podemos caminhar para o segundo turno”, disse considerando que o governo ainda pode “sofrer um desgaste”, destacou. Fontes democratas afirmaram que o DataFolha deu um peso maior à capital baiana, local em que o índice de rejeição ao carlismo sempre foi considerado grande. O peemedebista Geddel Vieira Lima, por sua, vez preferiu não dar importância aos números, mas disse que “continuará trabalhando e apresentando suas propostas”. “Meu sentimento vem das ruas. Vou ganhar as eleições”, disse em tom de confiança. Petista é preferido
entre pobres Na pesquisa espontânea, na qual o entrevistado não tem acesso à relação dos concorrentes, Wagner tem vantagem proporcional ainda maior: o governador é citado por 26% dos entrevistados. Souto ficou em 7%, e Geddel, 4%. Conforme o instituto, o petista tem a preferência da faixa etária mais jovem, com 53% das intenções de voto entre o eleitorado de 16 a 24 anos de idade, enquanto Souto fica com 19%, e Geddel, 12%. Influência de Lula - O presidente Lula, que é campeão de votos na Bahia, também influencia na votação do “amigo galego”, governador Jaques Wagner, ou seja, 46% é o percentual que afirma votar em Wagner por influência direta de Lula, ou seja, “quase o mesmo percentual de intenção de voto do atual governador, que é de 44%. De acordo com o DataFolha, a Bahia fica em segundo lugar na transferência de votos. Em primeiro lugar a pesquisa apontou o Estado de Pernambuco, onde o presidente Lula exerce maior influência no voto. Por lá, o presidente influencia no voto de 52% do eleitorado, carregando à reeleição de Eduardo Campos, que aparece também impulsionado pela sua gestão apontada como positiva pela maioria do eleitorado. Por sua vez, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul são estados onde os eleitores, em maior percentual, não votariam “de jeito nenhum” num candidato de Lula. indefinição
- Segundo especialistas que observam a cena política baiana, o
quadro eleitoral ainda está longe de ser definitivo, mas a pesquisa
DataFolha aponta para uma forte tendência de estabilidade do governador
Jaques Wagner em primeiro lugar e para a “perda de fôlego”
do segundo colocado, o candidato Paulo Souto. Sobre os índices
de rejeição, os analistas destacam como influência
a exposição na mídia e as movimentações
e alianças políticas. “A pesquisa mostrou que o candidato Wagner tem apresentado um crescimento lento, mas seguro e que vem caindo o afastamento entre Souto e Geddel”, destacou. Conforme avaliou Dantas, as últimas pesquisas não mostraram um movimento que está em curso no Estado que é “de crescimento da candidatura de Geddel, principalmente em terrenos que já foram do Partido Democrata”. Ele apontou algumas
situações que justificam a análise, como o fato de
o candidato a deputado federal ACM Neto ter demonstrado forte aproximação
com o PMDB, formando dobradinhas com membros do partido - a exemplo da
primeira-dama Maria Luiza, candidata a deputada estadual; a não
entrada de ACM Júnior na chapa democrata - além da tomada
do PMDB por espaços antes do DEM. |
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